Setembro amarelo: a importância de falar sobre a prevenção ao suicídio

Atualizado: 26 de Out de 2020


Todos os anos, no mês de setembro, nos deparamos com a campanha do setembro amarelo. Mas você realmente sabe o propósito do setembro amarelo?

O que é o setembro amarelo?

A campanha setembro amarelo, foi criada em 2014, com o intuito de conscientizar a população sobre o suicídio. A cor amarela, que colore as campanhas, representa a valorização da vida. No Brasil, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, sendo em primeiro lugar a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Como identificar o paciente possivelmente suicida

Existem diversos fatores de risco, aos quais o suicídio está associado, que precisam ser observados para que ocorra a prevenção e vidas sejam salvas, como fatores socioculturais, genéticos, filosófico existenciais e ambientais. De acordo com a cartilha “Comportamento Suicida: Conhecer para Prevenir”, elaborada pela Associação Brasileira de Psiquiatria –ABP, os dois fatores de riscos principais são a tentativa prévia de suicídio e a existência de doença mental.

A existência de um transtorno mental é um importante fator de risco para o suicídio, já que, uma revisão de 31 artigos científicos publicados entre 1959 e 2001, englobando mais de 15.000 suicídios, demonstrou que em mais de 96,8% dos casos, caberia o diagnóstico de um transtorno mental. Os transtornos psiquiátricos mais comuns são: depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas psicoativas.

É importante ressaltar que, mesmo com um dado tão expressivo, não se pode relacionar todo suicídio a uma doença mental, não são todas as pessoas que estão enfrentando uma doença, como a depressão, que vão cometer suicídio, mas não se pode deixar de encarar essas doenças como um fator de risco. Para além dos fatores já citados, existem outros que também merecem atenção, como a desesperança e desespero (busca de sentido existencial, razão para viver e falta de habilidade de resolução de problemas), isolamento social e ausência de amigos íntimos, possuir acesso a meios letais e impulsividade.

Como trabalhar a prevenção

Como diz a expressão popular, “é melhor prevenir do que remediar”. E isso não é diferente para o suicídio, que é um problema de saúde pública. E uma das formas de executar esta prevenção, evidenciadas em pesquisas internacionais, é incluir o treinamento e a capacitação dos profissionais de saúde em detectar e lidar com as pessoas que estão enfrentando alguma situação que pode ser considerada um fator de risco. Além disso, ainda segundo a cartilha mencionada acima, é importante restringir o acesso a meios letais – como armas de fogo, venenos e acesso a locais de onde o indivíduo possa se jogar – e não deixar de tratar e acompanhar o paciente mesmo após a alta hospitalar devido a uma tentativa de suicídio.

Além dessas medidas, em 14 de agosto de 2006 foi publicada uma portaria com as diretrizes para orientar o Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio, na qual a cartilha destaca os seguintes objetivos:

1) Desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida e de prevenção de danos;

2) Informar e sensibilizar a sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido;

3) Fomentar e executar projetos estratégicos fundamentados em estudos de eficácia e qualidade, bem como em processos de organização da rede de atenção e intervenções nos casos de tentativas de suicídio;

4) Promover a educação permanente dos profissionais de saúde de atenção básica, inclusive do Programa Saúde da Família, dos serviços de saúde mental e das unidades de urgência e emergência, de acordo com os princípios da integralidade e da humanização.

Aumento de casos de transtornos mentais em meio a pandemia do coronavírus

Milhares de brasileiros estão sentindo o impacto da pandemia do coronavírus e os efeitos do isolamento social. É um problema que além de afetar a saúde física, também afeta a saúde mental e que merece atenção redobrada. Psiquiatras e psicólogos brasileiros, já relatam um aumento no número de consultas e nos quadros de ansiedade e síndrome do pânico entre os pacientes. O setembro amarelo promove discussões e reflexões acerca do suicídio e transtornos mentais, mas mais do que falar é preciso agir. É ajudar, estender a mão e ter empatia pelo o que o outro está passando. Portanto, se precisar, não exite em pedir ajuda. O CVV, Centro de valorização da vida, realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Não sinta vergonha em buscar apoio, se cuide. ♥

Publicado por Fui / Gabriela Castro e Verônica Jellifes

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

ATENDIMENTO

REDES SOCIAIS

  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branca ícone do YouTube

Copyright @2020 FuiApp. Todos os direitos reservados.