Saúde mental durante a pandemia do novo coronavírus: dicas para manter o autocuidado

Atualizado: Mar 4


Em março de 2020 foi decretada a pandemia do novo coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A síndrome respiratória ocasionada pelo novo coronavírus foi detectada em Wuhan, na China, e, pela facilidade de propagação, falta de conhecimento sobre o vírus e o aumento colossal do número de contágios, a doença atingiu praticamente todo o planeta. Até a metade de abril deste ano foram contabilizados mais de dois milhões de casos no mundo e quase 150 mil mortes. Atualmente, são mais de 29 milhões de casos e mais de 900 mil mortes.

A Lei da Quarentena entrou em vigor no Brasil em 20 de março de 2020 quando o Ministério da saúde declarou, por meio da Portaria nº 454, estado de transmissão comunitária do novo coronavírus, com o propósito de evitar a contaminação e propagação da COVID-19.

De acordo com o Art. 2º da Lei da Quarentena, considera-se:

I - isolamento: separação de pessoas doentes ou contaminadas, ou de bagagens, meios de transporte, mercadorias ou encomendas postais afetadas, de outros, de maneira a evitar a contaminação ou a propagação do coronavírus; e

II - quarentena: restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes, ou de bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitos de contaminação, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus.

As medidas de isolamento e quarentena foram adotadas, evidentemente, a fim de conter a contaminação e propagação do novo coronavírus, como dito anteriormente. No entanto, “apesar dos benefícios que traz, em função da contenção da doença, a quarentena implica, muitas vezes, a vivência de situações desagradáveis que podem ocasionar impactos na saúde mental dos envolvidos.” (FARO, 2020). Ainda segundo o autor, em seu artigo COVID-19 e saúde mental: a emergência do cuidado, alguns fatores de estresse ocasionados pela quarentena são: necessidade de afastamento de amigos e familiares, incerteza quanto ao tempo de distanciamento, tédio, medo e outros. E os transtornos mentais comuns que podem ser provocados devido à quarentena são: ansiedade, depressão e indícios de aumento do comportamento suicida.

Segundo Amir Khan, médico do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e professor da Universidade de Leeds, em um artigo para a Aljazeera, “pessoas que não têm histórico de problemas de saúde mental de repente estão enfrentando dificuldades para dormir, se concentrar e seguir com suas vidas cotidianas normais. Aqueles com histórico de ansiedade e transtorno obsessivo compulsivo viram seus sintomas se exacerbarem com as notícias da covid-19."

Falar sobre saúde mental e autocuidado é de extrema importância e relevância, especialmente agora, que estamos vivendo uma pandemia e por estarmos no mês em que se trata do combate e prevenção ao suicídio.

Pensando nisso, reunimos abaixo algumas indicações, divulgadas pelo Nexo, contidas em materiais apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por governos e entidades locais com orientações de como preservar a saúde mental.

Consumo de Informação

O novo coronavírus atingiu praticamente todo o mundo e, por isso, é normal que os veículos de comunicação deem prioridade para a veiculação de notícias relacionadas ao assunto. No entanto, a OMS recomenda limitar a leitura ou contato com notícias que podem causar ansiedade ou estresse. Se possível, estabeleça horários e procure informações e atualizações uma ou duas vezes ao dias e, claro, em fontes confiáveis, como sites com credibilidade e canais oficiais, como o próprio site da OMS.

Cuide-se

Procure praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável. Fazer isso é fundamental durante toda a vida, mas em momentos como esse é essencial para manter o bem-estar físico e mental.

Comunique-se

Uma das grandes vantagens da tecnologia é, sem dúvida, a facilidade para nos comunicar, ainda que estejamos longe das pessoas. Por isso, mantenha contato com seus amigos, familiares e pessoas com quem você possa falar sobre o que está sentindo. Isso pode ser de grande ajuda.

E já que estamos no mês de combate e prevenção ao suicídio, cabe fazer um adendo sobre o Centro de Valorização à Vida (CVV). Fundado em São Paulo, em 1962, o CVV “é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal, desde 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.” Para entrar em contato com o CVV, o número é 188 (o funcionamento é 24 horas e sem custo de ligação) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e e-mail. O CVV também realiza atendimentos pessoais - em mais de 120 postos - mas por conta da pandemia estão suspensos.

Além disso, ainda segundo as orientações da OMS, não podemos nos esquecer de demonstrar empatia com as pessoas que foram afetadas pela doença, não só as que foram infectadas, mas também as que sofreram de outra forma com os impactos da COVID 19.

Outro ponto importante, abordado pelo guia do governo britânico, é fazer atividades que você gosta, como ler, cozinhar, assistir programas de TV e outras atividades possíveis de se fazer em casa e que façam você se sentir bem. O guia ainda recomenda o site da National Health Service (NHS) que possui diversas opções de exercícios que podem ser feitos em casa.

Além dessas, existem outras recomendações, o importante é encontrar a melhor alternativa para fazer você se sentir bem e te ajudar a lidar com toda esta situação. A pandemia abriu ainda mais os nossos olhos para a importância de cuidarmos da nossa saúde mental e valorizarmos as pequenas coisas do nosso dia a dia, que antes passavam despercebidas. Cuidar de quem se ama é um ato de extrema nobreza, começando por si mesmo.

Publicado por Fui / Verônica Jellifes

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