Outubro: mês de luta contra o câncer de mama e contra a violência à mulher

Atualizado: há 4 dias


Estamos em outubro, e este é o mês em que se promove uma campanha internacional de conscientização para o controle do câncer de mama conhecida como Outubro Rosa. Este movimento é de extrema importância, já que o câncer de mama é o que ocorre com maior frequência na população feminina mundial e brasileira.

E não para por aí, outra data importante ainda no mês de outubro é o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher, que ocorre no dia 10.

Embora existam movimentos de luta contra a violência à mulher e, inclusive, a Lei Maria da Penha, criada em 2006 para proteger as mulheres, o fato é que os números ainda são assustadores e a violência contra a mulher ainda é um grande obstáculo que precisa ser derrubado.

Segundo dados do Fórum de Segurança Pública, em 2018 536 mulheres foram agredidas por hora. E ainda temos a quinta maior taxa de feminicídios do mundo.

E não é só a violência física. Uma matéria divulgada no site Sou BH apresenta uma definição completa para a violência doméstica e familiar: “caracterizam-se como violência doméstica e familiar, asseguradas pela Lei Maria da Penha, a violência física, que atinge a integridade ou a saúde corporal da mulher; a violência psicológica, que causa danos emocionais e diminuição da autoestima; a violência sexual, quando alguma atitude força a mulher a participar de qualquer tipo de relação sexual não desejada; a violência patrimonial, que impede a mulher de ter acesso aos seus bens, documentos, objetos pessoais ou dinheiro; e a violência moral, caracterizada por qualquer atitude de calúnia, difamação ou injúria.”

Violência contra a mulher durante a pandemia

Diferentes países do mundo verificaram crescimento dos números de violência contra meninas e mulheres, em especial a doméstica, durante a pandemia de Covid-19, tal como França, Itália, Espanha, Portugal, China, Estados Unidos, dentre outros. Mensurar essa violência, no entanto, tem se colocado como um desafio na medida em que muitas das mulheres estão confinadas com seu agressor e tem enorme dificuldade de fazer a denúncia em um equipamento público.

A violência sofrida pelas mulheres compreende um amplo leque de agressões de caráter físico, patrimonial, psicológico, sexual e, por vezes, ocorrem em um continuum que pode culminar no assassinato, manifestação mais grave da violência perpetrada contra a mulher.

É importante reforçar que a agressão física não é o início da violência, mas sim o seu fim. Isso porque, conforme observado, existem vários tipos de violência. No contexto conjugal, existe um ciclo de violência que é constantemente repetido e pelo qual muitas mulheres passam sem perceber seu perigo, conforme afirma a psicóloga Lenore Walker.

Segundos dados do Fórum Brasileiro de segurança pública, o crescimento de feminicídios teve um aumento de 22,2% em abril de 2020, comparado a março de 2019. Outro fator, é que com a pandemia e o isolamento social, as mulheres têm tido maior dificuldade para se deslocar para a delegacia para denunciar e isso acarreta em uma redução dos registros de crimes.

Dentre os estados acompanhados pelo estudo do Fórum brasileiro de segurança pública, a maior redução de registros de lesão corporal dolosa decorrente de violência doméstica, se deu no Maranhão, com 97,3% de redução entre março e abril desse ano. No Rio de Janeiro a redução no número de registros foi de 48,5% e no Pará de 47,8%. O Estado do Rio Grande do Norte, único que apresentou crescimento no número de registros em março desse ano verificou uma queda de 57,7% das denúncias em delegacias de polícia em abril, já sob a vigência das medidas de isolamento social. Mesmo nos estados em que foi implementado o boletim de ocorrência eletrônico se verificou queda nos registros como em São Paulo, cuja redução foi de 21,8%.

O Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – é um serviço criado em 2005, atualmente oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), cujo objetivo é receber denúncias de violência contra a mulher, além de fornecer orientação às mulheres sobre seus direitos e sobre a rede de atendimento à mulher.

O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher.

O Ligue 180 atende todo o território nacional e também pode ser acessado em outros 16 países. Também é possível fazer uma denúncia pelo aplicativo Proteja Brasil (disponível para iOs e Android) ou pelo endereço humanizaredes.gov.br.

A FUI é contra qualquer tipo de violência e apoia as mulheres nesta luta.

Se você ou alguma mulher que conhece está sendo afetada por violência doméstica e/ou de gênero e precisa de apoio, você tem onde pedir ajuda. Ligue para o 190 ou 180, a Central de Atendimento à Mulher do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Você não está sozinha. Denuncie!

Publicado por Fui / Gabiela Castro e Verônica Jellifes

2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

ATENDIMENTO

REDES SOCIAIS

  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branca ícone do YouTube

Copyright @2020 FuiApp. Todos os direitos reservados.