Os impactos da pandemia na economia

Atualizado: Mar 11


Moeda de 1 real

A economia do Brasil já não caminhava bem nos últimos anos, pois o país ainda estava se recuperando da recessão de 2014 a 2016. Entretanto em 2020, com a pandemia do novo coronavírus, a situação está ainda pior.

Segundo o IBGE, o PIB (Produto Interno Bruto) sofreu uma queda de 9,7% no segundo trimestre de 2020 em comparação com os primeiros três meses do ano. É a pior queda da série histórica do IBGE, iniciada em 1996.

De acordo com o Nexo, que publicou uma matéria sobre o assunto, “o PIB é o resultado da soma de todos os novos bens e serviços produzidos em um país em certo período de tempo. Por ser um indicador de quanto e como a economia produziu naquele intervalo, o PIB aponta se a atividade econômica expandiu, encolheu ou se manteve igual na comparação com outros momentos.

O jornal A Gazeta divulgou 8 pontos sob a ótica de especialistas sobre esse cenário. Confira alguns deles e entenda como a pandemia afetou o cenário econômico em relação às pessoas e empresas:

Isolamento

O isolamento social desencadeou uma série de consequências para as pessoas e as empresas. Em muitas cidades, por um período considerável, apenas os comércios de serviços essenciais permaneceram abertos.

Empresas fechadas ou com operação parcial

O comércio foi um dos mais afetados pela paralisação decretada pelo governo para tentar conter a transmissão do vírus. Bares, restaurantes, academias e serviços de entretenimento, também sofreram um duro baque. Setores como o de turismo, também foram afetados, já que as pessoas deixaram de viajar ou gastar com lazer.

Desemprego, suspensão de contratos e corte de jornada

Sem dinheiro para se manter, as empresas iniciaram o corte de funcionários para conter os gastos. Outras optaram para os mecanismos legais criados pelo governo durante a pandemia, como suspender por dois meses os contratos de trabalho, ou reduzir a carga horária e o salário proporcionalmente em 25%, 50% ou 70%.

Redução do consumo das famílias

A queda na renda das famílias devido a um empobrecimento coletivo das pessoas diante da perda salarial ou por estarem desempregadas ou por trabalharem de forma autônoma e não estarem tendo como trabalhar durante a pandemia, refletiu na retração do consumo dessas famílias. As pessoas passaram a consumir menos, cortaram gastos e isso afetou as empresas que passaram a vender e produzir menos de forma a alimentar essa sistemática de um ciclo vicioso ruim para a economia.


Diminuição da produção e suspensão de investimentos

A queda no consumo refletiu na produção das indústrias, que também foi reduzida. Com o aumento da ociosidade e da lucratividade, as empresas adiaram investimentos de ampliação e expansão das atividades, o que geraria mais empregos agora.

Segundo o site El País, cada choque econômico deixa uma herança de recordações e feridas. Também de mudanças. É impossível pensar que essa inimaginável experiência de máscaras, distanciamento social, perdas humanas e cancelamento da vida não trará consequências após o final da pandemia. É cedo para saber exatamente quais. Quanto mais tempo durar a crise, maior será o dano econômico e social.

Sendo assim, os analistas podem demorar anos e até décadas para explicar todas as implicações do que se vive nestes dias de pandemia.

Uma alternativa para quem perdeu o emprego

Diante de uma crise tão complexa e com proporções tão abrangentes, todos nós tivemos que nos adaptar ao novo normal e, as pessoas que perderam o emprego tiveram que não só se adaptar, mas também se reinventar para sobreviver. No entanto, como diz Elton Moura Cândido, “de toda crise nasce uma oportunidade”. É claro que não estamos celebrando esse momento. Vidas foram perdidas. E vidas perdidas não podem ser recuperadas, mas a vida prega essas peças e a gente precisa encontrar uma solução.

Uma das alternativas para quem está desempregado é trabalhar como motorista de aplicativo. Segundo uma matéria publicada em maio deste ano no site Summit Mobilidade, do Estadão, o número de motoristas por aplicativo cresceu 137% em 8 anos.

Desde a chegada do primeiro aplicativo ao Brasil, em 2009, muitos brasileiros encontraram nas tecnologias de mobilidade uma nova forma de garantir a subsistência, já que as taxas de desemprego alcançaram 12,7% em 2017, quando 12,3 milhões de pessoas no Brasil estavam desempregadas, segundo o IBGE. Entre 2012 e 2019, 666 mil brasileiros se tornaram motoristas de aplicativo.

O Fui é um aplicativo de mobilidade urbana que está presente em diversas cidades do Brasil. Além de ser uma ótima alternativa para quem precisa gerar uma renda extra, pois é um aplicativo que rentabiliza as corridas através do percentual fixo. O Fui também oferece benefícios para passageiros. Sem contar que utilizar aplicativos de mobilidade é uma ótima maneira de contribuir com a ideia de mobilidade urbana sustentável.

A caminhada para vencer o coronavírus e suas consequências ainda é árdua e tortuosa, mas mesmo com os obstáculos que continuam existindo chegará o dia que poderemos vislumbrar no fim do túnel, um futuro mais alentador e otimista para a recuperação da nossa economia.

Publicado por Fui / Gabiela Castro e Verônica Jellifes

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