O que é a campanha do Janeiro Branco?


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O começo do ano é uma oportunidade para colocar em pauta um assunto importante e muitas vezes negligenciado: a saúde mental. Esse é o objetivo do Janeiro Branco — ação que segue os moldes do Outubro Rosa e do Novembro Azul — mas com foco na promoção da saúde emocional da população.


O Janeiro Branco é uma campanha que nasceu em 2014 por iniciativa de um grupo de psicólogos da cidade de Uberlândia, MG, que passou a abordar indivíduos na rua e a realizar palestras alertando sobre o tema. O objetivo é que as pessoas voltem seu olhar para as questões subjetivas do ser humano, de modo a promover uma cultura de saúde mental.


Desse modo, a campanha do janeiro branco é uma maneira de investir em psicoeducação, para que a população passe a ter consciência de suas emoções e saiba como identificar os problemas psicológicos, de forma a se prevenir e evitar que se tornem algo mais grave no futuro. Assim, as pessoas deixam de encarar o tema saúde mental como tabu e também passam a procurar ajuda, como as terapias, se necessário.


O movimento quer mostrar, ainda, que não é motivo de vergonha nem de fraqueza admitir que algo está errado com o nosso psicológico. Essa é uma barreira para muitas pessoas atualmente, principalmente por conta da sociedade, que valoriza demais a aparência e cobra a felicidade a todo momento.


Sobre a saúde mental no Brasil


A justificativa para a criação da campanha do Janeiro Branco é o simples - é sério - fato de que as pessoas estão ficando cada vez mais mentalmente doentes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mundialmente falando, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram de depressão - um dos diagnósticos mais comuns quando se trata de transtornos mentais.


No Brasil o número é bastante expressivo também, em torno de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão. O número é equivalente a 5,8% da população. A ansiedade, por sua vez, afeta quase 20 milhões de brasileiros (cerca de 9,3% da população). Isso inclui o transtorno obsessivo-compulsivo, problemas de fobia, estresse pós-traumático e até mesmo ataques de pânico.


Desta forma, a campanha Janeiro Branco busca combater a falta de conhecimento sobre o tema — além de outros obstáculos que dificultam a discussão.


Objetivos específicos do Janeiro Branco


Uma matéria do site do Sesi - Saúde na Empresa, existem 5 objetivos específicos que norteiam as atividades da campanha:

1. Tornar o mês de Janeiro um marco

A fim de promover o diálogo sobre o tema, a campanha se propõe a fazer do primeiro mês do ano um período de reflexão, debate, planejamento e proposição de ações em prol da saúde mental.

2. Chamar a atenção para o tema

Tendo estabelecido um período de ação, o programa almeja chamar a atenção sobre o assunto. Isso envolve, basicamente, levar informação e promover o debate do tema em diversos aspectos: do que se trata, quais as principais doenças, de que forma elas afetam as pessoas, como lidar com elas, onde buscar apoio etc.

3. Aproveitar a simbologia do Ano-Novo

Se a virada do ano é um momento de reflexão e planejamento, o Janeiro Branco assume como meta inserir nesse debate a questão da saúde mental. Com as pessoas mais dispostas a refletir sobre as próprias vidas, o momento é mais propício para a abordagem do assunto.

4. Espalhar a mensagem pelas instituições

A mídia e as instituições (públicas e privadas) são grandes meios para a comunicação de mensagens desse tipo. Então, faz parte dos objetivos da campanha conquistar o engajamento de instituições de todos os tamanhos e setores.

5. Fomentar uma cultura da saúde mental

Contribuir para a formação de uma sociedade que valorize a saúde mental é também uma questão central na campanha. Isso fortalece o autocuidado entre as pessoas — e, consequentemente, impulsiona a criação de políticas públicas para ajudar a população.

Além de todas as circunstâncias que podem desencadear um transtorno mental, o ano de 2020 foi ainda mais difícil para manter a saúde emocional equilibrada por conta da pandemia do Covid-19. Um novo ano está próximo e, precisamos incluir como prioridade na nossa lista de metas e objetivos, o cuidado e atenção especial à saúde mental. Afinal de contas, para alcançar as demais “coisas” que almejamos, é preciso estar bem. Cuide-se. Procure ajuda. Tudo bem não estar bem, mas a vida pode ser melhor e mais leve.



Publicado por Fui / Gabriela Castro e Verônica Jellifes

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