Novo normal: como a pandemia do novo coronavírus alterou nossa forma de viver e de pensar

Atualizado: Mar 11


Um é artista e viaja o mundo todo. A outra é influenciadora digital e sempre está presente nas semanas de moda internacionais. O outro é auxiliar administrativo e acorda todos os dias cedo para buscar as melhores oportunidades e conquistar aquilo que sonha.

Durante a pandemia, porém, vemos todos no mesmo patamar: o auxiliar administrativo, o artista, a influenciadora digital, todos estão no mesmo nível de incerteza. É claro que aqui não cabe falar sobre questões financeiras, mas o que vale ressaltar é que todos nós estamos vivendo o mesmo momento, a mesma situação e, possivelmente, sentindo medo. Às vezes medos diferentes, mas eles estão ali.

É difícil imaginar que diante de tanta tecnologia e modernidade, em pleno 2019/2020, pudéssemos ver países adotando medidas drásticas, como o lockdown, para frear a disseminação de um ser que nem mesmo podemos enxergar, e tivéssemos que nos adaptar a novos padrões de convivência social, que está sendo chamado de novo normal, para nos proteger.

Talvez você esteja se perguntando: o que é o novo normal? De acordo com a professora do Insper, Maria Aparecida Rhein Schirato, antes de entendermos o novo normal, é preciso falar sobre normalidade. E normalidade é “a constituição de um padrão que assegura às pessoas que estão contidas nele, proteção, segurança, continuidade e, portanto, sobrevivência.”

O novo normal seria, então, segundo a professora, “a proposta de um novo padrão que possa garantir nossa sobrevivência.” Diante da pandemia do novo coronavírus, o novo normal é usar a máscara em qualquer lugar que formos, manter distância uns dos outros e higienizar as mãos com mais frequência. É dar banho nas compras e deixar o calçado do lado de fora de casa. É evitar visitar os parentes mais idosos a fim de protegê-los.

Nesta fase do novo normal, muitos precisaram se reinventar para não ficar parado, muitas possibilidades que antes não eram consideradas, tornaram-se reais e acabaram se transformando em oportunidades.

Surgiu a oportunidade de explorar uma nova forma de viver e de repensar nosso futuro. Estamos descobrindo o valor da nossa própria casa, afinal de contas não passávamos tanto tempo nela, e como é bom dialogar mais com os nossos familiares. E, claro, estamos aprendendo uma grande lição de humildade, pois percebemos que não temos o controle de tudo, e aprendendo a enxergar e valorizar o que realmente importa.

O que realmente importa para você? Manter o emprego? Não fechar as portas da sua empresa? É claro que cada um tem as suas prioridades, mas no final do dia, mesmo que sejamos diferentes, o que realmente importa é ter as pessoas que amamos e que são importantes para nós por perto e seguras.

No Brasil, são mais de 3.000.000 de casos confirmados da doença e mais de 100.000 mortes. São 100.000 pessoas que perderam suas vidas para a covid-19. As vítimas do coronavírus não são apenas números, são pessoas. Elas eram o amor da vida de alguém, o pai de alguém, a mãe de alguém, o filho ou a filha de alguém. Eram vidas. É por isso que, sejam quais forem os seus planos, inclua no pacote do novo normal, valorizar o que realmente mais importa: a sua vida, a vida da sua família. A vida.

Publicado por Fui / Verônica Jellifes

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