Entenda mais sobre a doença de Alzheimer

Atualizado: Mar 11


Quebra-cabeça cérebro
Aproximadamente 10% das pessoas com mais de 65 anos podem apresentar algum sintoma do Alzheimer.

O Alzheimer, que possui esse nome por causa do neurologista alemão Alois Alzheimer, que primeiro descreveu essa patologia, é uma doença neurodegenerativa mais frequente que existe na espécie humana que provoca progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio. Nos estágios mais avançados, a doença impede a pessoa de exercer suas atividades diárias, reconhecer os outros e se comunicar adequadamente.


Aproximadamente 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são bastante os casos que evoluem para demência.


Enviamos algumas perguntas por e-mail ao médico, PhD, que também é professor e membro do Institute of Coaching/Harvard Medical School e cofundador da Escola de Medicina do Estilo de Vida do Brasil, Dr. Luiz Carlos Oliveira Júnior, para entendermos mais sobre a doença.


Fui: Quais são os sintomas do Alzheimer?


Luiz Carlos Oliveira - O principal sintoma do Alzheimer é a perda de memória recente, dificuldade de aprender coisas novas, acompanhada de outras dificuldades como alterações de linguagem e comportamento. Apesar de isto ser o mais importante, sabemos hoje que anos antes do início da alteração de memória podem surgir sintomas depressivos e até mesmo psicóticos como delírios e alucinações.


Fui: Como funciona o tratamento?

O médico e PhD Dr. Luiz Carlos de Oliveira Junior.
O médico e PhD Dr. Luiz Carlos de Oliveira Junior.

Luiz Carlos Oliveira - Hoje, os tratamentos disponíveis são baseados em duas classes de medicação: uma que aumenta a quantidade da acetilcolina, o neurotransmissor envolvido na memória e outra que reduz o efeito negativo do glutamato, outro neurotransmissor. Não existe nenhum tratamento ainda que impede a doença de progredir. Como parte do tratamento podem ser feitas intervenções de reabilitação cognitiva em que um neuropsicólogo treina através de exercícios específicos algumas das funções que estão prejudicadas pela doença.


Fui: De que forma a família pode ajudar a pessoa que está com a doença e também de que forma podem lidar melhor com a situação?


Luiz Carlos Oliveira - Apoio, buscar o tratamento o mais rápido possível, aprender o máximo sobre a doença. O conhecimento dos sintomas, da evolução, de como proceder diante de cada problema, reduz muito o estresse para o cuidador e para o paciente.


Fui: Existem formas de prevenir o Alzheimer? Se sim, quais são elas?


Luiz Carlos Oliveira - Existem alguns fatores que sabemos estarem relacionados a menor risco. São todos aqueles relacionados a uma vida saudável: atividade física, em especial exercício resistido como musculação, para conservar a massa muscular, e exercícios que exijam mudança brusca de direção (tênis por exemplo); alimentação saudável com vegetais, evitando industrializados, usando gorduras boas das castanhas e peixes; sono adequado e de preferência não fazendo uso crônico de medicamentos indutores de sono; aprendizado constante - quanto mais mantenho ativa minha vida intelectual, aprendendo coisas novas e difíceis (o desafio é importante); e relacionamentos sociais, amizades - os relacionamentos mantém o cérebro ativo. Alguns estudos já mostraram que quando a pessoa aposenta ocorre uma importante perda cognitiva por que ela não é mais estimulada e desafiada a resolver problemas e perde muitas conexões sociais.


Publicado por Fui / Verônica Jellifes

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