18 de fevereiro - Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

Atualizado: Fev 25


O alcoolismo é uma doença crônica caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool.

No dia 18 de fevereiro foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre os malefícios do consumo exagerado de bebida alcoólica.


O alcoolismo é uma doença crônica que envolve aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, em que o usuário se torna, gradativamente, tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando esta é retirada.


Uma das principais consequências do abuso do álcool, ao longo dos anos, é a lesão causada no fígado, que pode ocasionar inflamação crônica e fibrose. “Quando a fibrose é muito extensa, as cicatrizes das lesões levam à cirrose. Nesses casos, a condição leva o paciente a necessitar de transplante”, afirma o médico Carlos Baía, coordenador de transplantes de fígado do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento de Medicina (SPDM), em uma texto do site do governo de São Paulo.


O que caracteriza beber de forma exagerada?

De acordo com uma matéria do site Uol, o consumo excessivo de álcool leva a pessoa a um estado de intoxicação por álcool, isto significa que a pessoa fica bêbada ou embriagada. Os padrões de comportamento apresentados por quem consome álcool dessa forma costumam ser:


Beber em binge ou beber pesado episódico - 5 ou mais doses de bebidas alcoólicas (homens) e 4 ou mais doses (mulheres), em uma mesma ocasião e no período de 2 horas;


Beber pesado - no grupo masculino representa a ingestão de 15 doses ou mais por semana; entre as mulheres a quantidade é de 8 porções por semana.


Danos que o álcool pode causar

Ainda segundo a matéria do site Uol, os efeitos de curto prazo são:

1 ou 2 unidades de álcool - aumento da frequência cardíaca, dilatação dos vasos sanguíneos e aquela leve sensação de relaxamento, euforia e prazer;


4 a 6 unidades - cérebro e SNC são afetados. A capacidade de julgamento e de tomar decisões fica reduzida, e a pessoa se torna mais imprudente e desinibida. Reflexos e coordenação sofrem alterações;


8 a 10 unidades - a perda de reflexos piora, a fala fica arrastada e a visão é alterada; o fígado perde a capacidade de metabolizar o álcool, aumentando as chances de ressaca;


10 a 12 unidades - todos os sintomas descritos serão ainda mais fortes e haverá sonolência, o que aumenta o risco para acidentes. Níveis tóxico do álcool levam à desidratação e à ressaca. Com sobrecarga para o sistema digestivo, náuseas e vômitos aparecem;


Mais de 12 unidades - letargia profunda, inconsciência, estado de sedação, parada respiratória, intoxicação, coma. Acidentes, lesões, comportamentos antissociais, agressividade, sexo desprotegido, perda de objetos pessoais são outros riscos considerados comuns.


Já os efeitos de longo prazo são:

Doenças cardiovasculares (AVC, hipertensão arterial);

Doenças do fígado (aumento da gordura local --esteatose--, por exemplo);

Pancreatite;

Câncer (de boca, fígado, pescoço e cabeça, mama, intestino);

Depressão;

Demência;

Infertilidade;

Disfunções sexuais (impotência, ejaculação precoce).


Tratamento do alcoolismo

O primeiro passo antes de iniciar o tratamento é o reconhecimento de que a dependência do álcool é real.


Feito isso, um dos tratamentos, segundo um artigo do site do Dr Drauziu Varella, é a desintoxicação, que geralmente é realizada por alguns dias sob supervisão médica e permite combater os efeitos agudos da retirada do álcool.


Outro método para ficar livre da dependência é a reabilitação. Após controlar os sintomas agudos da crise de abstinência, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, que têm como objetivo ajudar os pacientes a viver sem álcool na circulação sanguínea.


É importante ressaltar que para que o tratamento seja eficaz e bem sucedido, o apoio de familiares e amigos é fundamental.


Álcool e trânsito

Por ser uma empresa de mobilidade urbana, a Fui considera essencial enfatizar que bebida não combina com direção!


Uma matéria do site da Folha de São Paulo apontou que o estado de São Paulo registrou 5,701 acidentes de trânsito supostamente causados por embriaguez, entre janeiro de 2019 e julho de 2020. Em 551 deles houve mortes.


A matéria ainda apresentou dados do primeiro estudo sobre causa de acidentes elaborado pelo programa da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, chamado Respeito à Vida, gerenciado pelo Detran.SP. A taxa de mortalidade em acidentes com suspeita de embriaguez é mais que o triplo do índice geral de mortalidade no trânsito no estado, de 3% chega a 10%.


Em entrevista para a matéria da Folha, Dante Rosado, coordenador da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, afirma que o consumo de bebida alcoólica vem sendo estimulado. “Culturalmente, a bebida é vista como uma coisa boa na sociedade e mudar esse comportamento é difícil. A lei seca tem 12 anos, mas é pouco tempo para essa mudança. Além da conscientização, precisamos de fiscalização e punição.”


O índice que corresponde a crime de embriaguez, para quem se submete ao teste do bafômetro, é superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido. A multa por beber e dirigir é de R $2.934,70.


Evitar pegar o volante quando ocorrer a ingestão de bebida alcoólica é valorizar a vida! Por isso, se for beber, não dirija!


Publicado por Fui / Verônica Jellifes

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