131 anos da Proclamação da República

Atualizado: há 4 dias


A Proclamação da República é resultado de um processo político que se estendeu desde a década de 1870. A insatisfação com a monarquia ganhou força ao final da Guerra do Paraguai, tanto nos meios militares quantos nos civis. Essa insatisfação só foi crescendo, e o surgimento de partidos republicanos contribuiu para isso.


O grande grupo insatisfeito, porém, era o Exército brasileiro. As Forças Armadas consideravam-se pouco reconhecidas depois de terem conduzido todo o esforço da Guerra do Paraguai. Os militares estavam insatisfeitos com suas remunerações, queriam melhorias no sistema de promoção de carreira e a permissão para opinar suas posições políticas, algo proibido na época. Isso contribuiu para que o republicanismo fosse ventilado no seu interior. Não obstante, a insatisfação com a monarquia não era uma exclusividade dos militares, os cafeicultores paulistas e a Igreja Católica também estavam insatisfeitos.


Ainda, o enfraquecimento do regime monárquico no Brasil está diretamente relacionado com o avanço da pauta abolicionista. A relação era proporcional e inversa: na mesma medida em que o abolicionismo ganhava força, o monarquismo perdia influência no país. Politicamente, os debates foram acirrando-se ao longo da década de 1880, tanto na questão da abolição quanto na do republicanismo. A situação do Brasil era de crise crônica na década de 1880, e a polarização só contribuiu para reforçar esse quadro.


Com a perda do apoio da Igreja e dos escravocratas, a monarquia ficou sem os grandes grupos que lhe davam apoio, sobretudo o segundo. Assim, a sua sustentação tornou-se extremamente difícil, uma vez que o movimento republicano estava muito forte no final da década de 1880. Na medida em que o republicanismo avançava, uma nova pauta ganhava força: o federalismo.


A proclamação da República aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, quando um grupo de militares, dos quais se destaca Benjamin Constant, prepararam um levante militar. Para liderá-los, escolheram o Marechal Deodoro da Fonseca, principal chefe do exército brasileiro. Com a derrubada do gabinete do Visconde de Ouro Preto e a assinatura de um documento declarando a extinção da monarquia. Com isso, a Proclamação da República representou o fim do Brasil Império que havia durado cerca de 70 anos. Quanto a Dom Pedro II e sua família, eles foram banidos do Brasil e embarcaram rumo à Europa na madrugada do dia 17 de novembro.


Curiosidades sobre a proclamação da República


Confira algumas curiosidades deste ato histórico:

O primeiro a dar o grito da República foi o sargento-mor e vereador de Olinda Bernardo Vieira de Melo. O militar lançou a proposta em 10 de novembro de 1710 porque estava insatisfeito com a exploração abusiva do país pelos monarcas portugueses. O pedido foi rejeitado.

  • Ao proclamar a República, no dia 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca estava com um ataque de dispneia. Foi tirado da cama no meio da noite para comandar o cerco ao Ministério. Foi sem a espada, porque seu ventre estava muito dolorido. O cavalo baio número 6 que usou não foi mais montado até a sua morte, em 1906.

  • Deodoro havia decidido apoiar os republicanos quatro dias antes da proclamação.

  • Quando passou pelo portão do Ministério da Guerra, o marechal acenou com o quepe e ordenou às tropas que se apresentassem. As tropas se perfilaram ouviram-se o Hino Nacional. Estava proclamada a República. Não houve derramamento de sangue.

  • Depois de proclamada a república ninguém queria levar o telegrama a D. Pedro II. Porém Sólon Ribeiro no meio da noite tirou o “ex-imperador” do Brasil da cama para avisá-lo do ocorrido.

  • Com medo de manifestações a favor da monarquia, os líderes do movimento pediam que D. Pedro II e sua família que partissem naquela mesma madrugada. Dizem os relatos que a Imperatriz Tereza Cristina chorou, que Isabel ficou muda e que o Imperador apenas soltou um desabafo: “Estão todos loucos!”

  • Antes de sua partida D. Pedro II escreveu uma mensagem: “Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã […] Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade.”


Publicado por Fui / Gabriela Castro e Verônica Jellifes

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